Quais são os principais tipos de ativos na avaliação patrimonial?
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Quais são os principais tipos de ativos na avaliação patrimonial?

Os ativos estão dentro do CPC e podem ser definidos de acordo com a finalidade 

Você possui uma empresa e já realizou a avaliação patrimonial dela? Esse conceito refere-se ao cálculo que determina o valor líquido. Seu objetivo é contribuir com os valores, mesmo que já tenham sido informados em outros balanços. Isso quer dizer que, mesmo que sua empresa já tenha os números informados, será bem mais fácil considerar o valor justo de forma mais eficaz. Além do mais, serve de base de negociação com o mercado ativo. Para entender melhor sobre o assunto, conheça os tipos de ativos que são considerados primordiais. 

Ativo biológico

Os ativos biológicos são todos os seres vivos (plantas ou animais) que, depois de serem colhidos,  tornam-se produtos agrícolas, devendo ter os seus preços justos e alterados de acordo com uma avaliação justa. É importante ressaltar também que os ativos podem ser classificados como: consumíveis, produção, maduros e imaturos.

Um exemplo básico disso seria um gado leiteiro como a vaca. Por si só, é considerada um ativo biológico. Após a colheita, é obtido o leite. O leite é considerado um produto agrícola. Quando o leite é processado, pode gerar outros alimentos como o queijo. 

A mesma coisa acontece com uma árvore frutífera. Uma laranjeira é chamada de ativo biológico, a laranja é seu fruto, considerada um produto agrícola. Por meio da laranja teremos um produto resultante, como o suco. É importante lembrar que, ao falarmos do CPC 29, estamos retratando o ativo biológico e o produto colhido. Já o produto processado após a colheita está classificado com as definições do CPC 16.

Algumas plantas geralmente são definidas como plantas portadoras e estão dentro do CPC 27, por exemplo: arbustos de chá, videira e seringueiras. Mas o produto, como folhas de chá, uvas e óleo de palma estão dentro do alcance do CPC 29.

Para ser chamado de ativo biológico, é necessária uma avaliação que é feita por uma entidade reguladora. Nesse processo, é identificado se este produto tem alguma chance de ter proveitos econômicos no futuro para a própria entidade. Isto é, para fazer o cálculo desses benefícios, é necessário levar em conta a medição do valor real do produto e do ativo, considerando a depreciação e o risco de perda. Além disso, o preço desse mesmo ativo é influenciado de acordo com a sua região e cultura. Portanto, é mensurado. Afinal, também afeta na tomada de decisões.

Ativo fixo

Podemos dizer que ativos fixos são todos os bens que uma empresa possui. Eles não são para gerar dinheiro ou para revenda, mas sim para o uso produtivo. Com base na Lei 12.973/2014, um ativo imobilizado ou ativo fixo precisa ter vida útil maior que um ano e seu valor de compra superior a
R$ 1.200. Ou seja, um produto de estoque não pode ser considerado ativo fixo, pois será revendido. Vale destacar que este ativo também sofre depreciação, que pode ser o caso dos veículos e celulares. É natural que uma pessoa pague um valor e, depois de um tempo, o produto sofra uma desvalorização no mercado. Além desses exemplos, também existem outros tipos de ativo como: terrenos, móveis, edifícios e equipamentos de informática.   

Como contabilizar um ativo fixo?

Existem alguns passos para contabilizar um ativo fixo. São eles: avaliação dos ativos para fins contábeis, avaliação da depreciação dos bens e Teste de Impairment. De acordo com o CPC 27, para um bem ser reconhecido, ele precisa ter comprovação de benefícios futuros para a entidade reguladora e o custo desse item deve ser mensurado confiavelmente. A sua depreciação deve ser feita enquanto ainda tenha vida útil, ou seja, o fabricante determina a validade para o bom rendimento do produto. Entretanto, esse tempo pode sofrer alterações devido a fatores do regime de trabalho.  

Ativo intangível

Conforme descrito no CPC 04, ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física. Como o próprio nome sugere, é aquele bem que a empresa possui, mas que não existe fisicamente. Ou seja, não se vê e não se toca. Um exemplo simples disso é o software. Ele, sem dúvidas, é um bem empresarial e está registrado no grupo do ativo circulante. Além dele, também podem ser considerados ativos intangíveis licenças e direitos autorais.

Como reconhecer o valor de um ativo intangível?

“Quanto tempo um funcionário levou para fazer aquele serviço? Qual o valor usado no  seu desenvolvimento?”; “Os sócios estão participando nessa construção do ativo?”; “Contratou terceiros e usou ferramentas?”: Essas são as principais questões a serem respondidas ao fazer o reconhecimento do valor. Ou seja, existem fatores que precisam ser levados em conta e inclusive relatados ao contador. Assim, o ativo consegue ser bem valorizado.

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