Passivo Não Circulante ou Exigível a Longo Prazo (Exemplos)

O passivo não circulante é a obrigação financeira de uma companhia a longo prazo. Por isso, é fundamental que o gestor o saiba reconhecer e saber sua função para a empresa.

Os passivos são as obrigações financeiras, ou seja, as despesas e dívidas que uma empresa possui. Há diversos tipos de passivos de acordo com suas diversas características. Dentre eles, há o subgrupo de passivo não circulante, que são as despesas a longo prazo.

Na área da contabilidade, há dois termos que são fundamentais para as instituições conhecerem informações sobre sua saúde financeira. Assim, os passivos e os ativos aparecem principalmente no balanço patrimonial.

Dessa forma, os ativos são todos os itens, tangíveis ou não, que uma empresa possui e que no futuro tem a possibilidade de se transformarem em benefícios econômicos. Já os passivos são aqueles que uma empresa deve. Ou seja, os ativos são a entrada de dinheiro e os passivos são a saída de valores.

Por isso, os ativos aumentam o patrimônio da empresa ao agregar valores a ela. Já os passivos minimizam o monetário e o patrimônio da companhia. Por isso, a instituição precisa ter mais ativos do que passivos, e isso para que sua saúde financeira seja estável e positiva. Mas se houver mais passivos do que ativos, isso é um indicador extremamente negativo sobre o financeiro empresarial.

Conhecer sobre os passivos e ativos de uma empresa é fundamental para qualquer gestor. Dentre os subgrupos de passivos, está o passivo não circulante, que se opõe ao conceito de passivo circulante.

Desse modo, o gestor também precisa se inteirar sobre as divisões que os passivos apresentam para poder identificá-los em seu balanço patrimonial.

Pontos chave

  • Um passivo não circulante refere-se às obrigações financeiras de uma empresa que não espera que sejam liquidadas no prazo de um ano.
  • As diferenças entre passivos circulantes e não circulantes não são apenas em relação ao período de tempo que se liquidam. Mas também ao seu impacto no capital circulante líquido e como aparecem no balanço patrimonial.
  • Exemplos de passivos não circulantes incluem arrendamentos e empréstimos de longo prazo, passivos fiscais deferidos, dívidas de longo prazo, receita diferida, notas a pagar e garantias de produto.
  • O passivo não circulante se apresenta em uma seção específica do balanço patrimonial pela sua data de vencimento.
  • O passivo não circulante se compara aos fluxos de caixa. Pois ambos mostram se a empresa conseguirá ter valores para sanar suas dívidas em um período maior de 12 meses.
  • Gestores, investidores e credores avaliam os passivos não circulantes para verificar a liquidez de uma empresa.

O que é um passivo não circulante?

Os passivos são as obrigações financeiras de uma empresa que culminam com a saída de valores do caixa. De modo que são as despesas e dívidas de uma companhia.

No entanto, os passivos também se classificam de acordo com o período de tempo de uma dívida ou despesa.  Ou seja, as obrigações financeiras da empresa apresentam um período específico em que sua liquidação deverá ocorrer.

Os passivos não circulantes são aquelas obrigações cuja liquidação não ocorre no prazo de um ano. Por isso, esse tipo de passivo também é conhecido como despesas ou passivos de longo prazo.

Já o seu oposto, o passivo circulante, é aquele que suas obrigações têm a liquidação em um período menor do que doze meses.

Passivo circulante e passivo não circulante

A principal diferença entre o passivo circulante e o não circulante é o prazo de vencimento da obrigação.

Ou seja, se um passivo vencer em menos de um ano, sua classificação é de passivo circulante. Caso o seu vencimento for superior a doze meses, ele é classificado como passivo não circulante.

No entanto, muitos passivos circulantes se vinculam a passivos não circulantes, como a parte dos títulos a pagar de uma empresa que vence em menos de um ano. Nesse caso, os títulos a pagar se debitam pelo valor.

Há, também, outras diferenças entre ambos como a forma que aparecem no balanço patrimonial e pelo impacto de cada um no capital de giro da empresa.

Outra diferença é que no momento em que o passivo circulante de uma empresa aumenta, o capital circulante líquido diminui. Mas, aumentos do passivo não circulante não têm efeito direto no capital circulante líquido.

Exemplo de passivo não circulante

Há diversos passivos não circulantes, mas os mais comuns são:

1. Empréstimos de longo prazo;
2. Arrendamento de longo prazo;
3. Passivos fiscais diferidos;
4. Receita diferida;
5. Notas a pagar;
6. Garantias do Produto.

Empréstimos de longo prazo

Alguns dos exemplos mais comuns de passivos não circulantes são empréstimos de longo prazo. Estas incluem, por exemplo, linhas de crédito com prazos de reembolso superiores a um ano.

Assim, as empresas normalmente utilizam empréstimos de longo prazo para cumprir suas obrigações de despesas de capital ou financiar operações específicas.

Arrendamento de longo prazo

Outro exemplo de um passivo não circulante comum é o pagamento de um arrendamento. As empresas normalmente assinam arrendamentos comerciais por períodos superiores a um ano, com pagamentos mensais pré-especificados durante a vigência deste contrato.

Passivos fiscais diferidos

Muitas vezes há um atraso entre uma responsabilidade fiscal e seu eventual pagamento. Como resultado, os passivos fiscais diferidos geralmente se enquadram na categoria de não circulante. O uso de um passivo de imposto diferido permite que a empresa mostre no registro que você relatou menos receita no período contábil atual e compensará esse valor no futuro.

Dívida de longo prazo

Esse passivo circulante se refere a parcela da dívida total de uma empresa com vencimento superior a um ano.

Receita diferida

A receita diferida ocorre quando os pagamentos recebidos pelos clientes por produtos ou serviços ainda não fornecidos. Ou seja, é uma receita que ainda não foi ganha.

Notas a pagar

O valor que a empresa deve aos financiadores por qualquer dinheiro emprestado que vença fora do próximo ano.

Garantias do Produto

Por último, essas são as obrigações que a empresa espera pagar aos clientes pela substituição ou reparo de quaisquer mercadorias vendidas.

A representação do passivo não circulante no balanço patrimonial

No balanço patrimonial que a empresa faz, lista-se a seção de passivos não circulantes em ordem de data de vencimento. Portanto, a forma que aparecem e se representam em um balanço varia de empresa para empresa.

Assim, os passivos não circulantes são listados separadamente dos passivos circulantes no balanço patrimonial de uma empresa.

passivo não circulante 2

Passivo não circulante e o fluxo de caixa

O valor agregado do passivo não circulante é rotineiramente comparado aos fluxos de caixa de uma empresa. Isso significa que o valor do passivo não circulante tem a capacidade de verificar se a companhia possui recursos financeiros para cumprir suas obrigações de longo prazo.

Ao possuir fluxos de caixa estáveis, uma empresa pode gerenciar uma carga de dívida maior no longo prazo. Também é importante rastrear esses passivos de longo prazo para planejar com antecedência investimentos futuros e compras de ativos.

Caso contrário, os credores estarão menos propensos a fazer negócios com a organização e os investidores não estarão dispostos a investir nela.

Um fator a ser considerado nessa avaliação é a estabilidade dos fluxos de caixa de uma organização, pois fluxos estáveis podem suportar uma carga de dívida maior com risco reduzido de inadimplência.

A importância do passivo não circulante na contabilidade

Os passivos não circulantes fornecem informações úteis ao medir a saúde financeira de uma empresa. Por exemplo, esse tipo de passivo ajuda a avaliar se o fluxo de caixa será ou não suficiente para cobrir dívidas futuras. De modo a apresentar se é ou não um bom momento para assumir obrigações financeiras adicionais.

Assim, gestores de empresas, credores e investidores usam passivos não circulantes ao analisar índices financeiros. Eles comparam passivos a ativos ou patrimônio líquido, fornecendo uma visão geral rápida da liquidez.

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