Goodwill: Saiba o que é e como ele é determinado pela contabilidade

Goodwill: Saiba O Que É E Como Ele É Determinado Pela Contabilidade

Você sabe o que é Goodwill na contabilidade? Por ser um conceito abstrato, muitas pessoas têm dificuldade em entender exatamente do que se trata e como podemos calculá-lo.

Como é um assunto que gera muitas dúvidas, iremos te orientar sobre tudo o que você precisa saber sobre o cálculo do Goodwill.

O conceito de Goodwill se esbarra em outros conceitos importantes, como ativos intangíveis, mais-valia, menos-valia, ágio e deságio.

Nesse artigo, vamos esclarecer todos esses nomes tão importantes para a área contábil de uma empresa.

De onde surgiu o termo Goodwill?

Por mais que seja um termo atualmente muito utilizado na área da contabilidade, o surgimento desse termo ocorreu em um contexto bem simples.

Na Inglaterra do século XVI, cerca de 500 anos atrás, as pessoas começaram a usar o termo “Goodwill”.

Ele se referia à possível valorização do valor de um terreno com o passar do tempo, desde o momento de sua compra.

Atualmente, a contabilidade utiliza bastante o termo “Goodwill”, mas agora em um contexto relacionado à compra e venda de empresas.

No entanto, por mais que o contexto seja um pouco diferente, seu significado ainda se parece com o original.

O que é Goodwill?

Sua compreensão pode ser um pouco complicada já que ele se trata dos ativos intangíveis.

Ou seja, são os benefícios e rendimentos que uma empresa tem, mas que não existem fisicamente. Assim, são os ativos intangíveis que mostram a capacidade de uma empresa em conseguir receita. No entanto, por não serem tangíveis, eles não têm limite ou tempo de duração.

Portanto, com possível origem na Inglaterra do século XVI, antigamente esse termo se referia à valorização de um terreno. Pois, com o tempo, localização e valor adicionado, o terreno valia mais do que quando adquirido.

Nos dias atuais, Goodwill se relaciona com o mercado financeiro e da contabilidade. No qual os responsáveis usam esse termo quando se referem a compra e venda de companhias.

Isso significa que Goodwill não é algo físico e nem palpável, mas sim uma concepção que gera receita para o negócio. Por exemplo, quando uma empresa está à venda, a quantia a mais que o valor de mercado que o comprador paga é o Goodwill.

Dessa maneira, essa concepção aparecerá quando há a venda de um negócio ou de parte dele. No entanto, para o Goodwill existir, é necessário que o valor de compra seja maior que o valor justo ou contábil da venda.

O que é Goodwill na contabilidade?

Na contabilidade, consideramos o Goodwill como um ativo intangível, ou seja, é algo que gera caixa para a empresa, mas não é um objeto físico.

O significado de Goodwill, oficialmente, é a somatória dos rendimentos esperados para a empresa a longo prazo, que estejam acima da rentabilidade normal dessa corporação.

Em outras palavras, o Goodwill é, basicamente, o valor que se espera que a empresa irá lucrar a mais que o normal durante um certo período de tempo.

Porém, como é possível mensurar lucros que ainda não chegaram? Como calcular possíveis rendimentos futuros? Vamos falar sobre isso nos próximos tópicos!

O valor do Goodwill

Por se tratar de um conceito que envolve os ativos intangíveis, o valor do Goodwill se caracteriza por apresentar valores que não são contabilizados. Como, por exemplo, pode-se dizer que alguns exemplos de Goodwill são:

  • Credibilidade dentro do mercado;
  • Marca registrada;
  • Capital intelectual;
  • Carteira de clientes.

Dessa forma, esses ativos intangíveis adicionam um valor a mais ao preço total de empresa. De modo que seu valor de venda aumente e que o comprador espere por receber os lucros, mas a longo prazo.

Por exemplo, em uma negociação, o comprador pagará R$50 por um produto. No entanto, o valor desse objeto é de R$40. Dessa forma, os R$10 a mais são o Goodwill dessa negociação.

Portanto, toda companhia tem muito mais do que bens tangíveis e materiais, pois os ativos intangíveis conseguem valorizar o negócio. Assim, o valor total de uma empresa pode ser maior do que o seu valor patrimonial por conta do Goodwill.

No entanto, em alguns casos, o preço do Goodwill pode se tornar negativo quando o comprador paga menos pela empresa.

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Há como calcular o Goodwill de uma empresa?

Mesmo que seja um valor abstrato, pois é o que se espera de lucro de uma empresa que foi comprada, há como mensurar o Goodwill. Mas esse cálculo pode ser complexo, afinal como os montantes são intangíveis, eles podem variar. E isso pelas suas avaliações serem diferentes e mudarem de negócio para negócio ou de pessoa para pessoa.

Portanto, para calcular o Goodwill de uma empresa, é essencial seguir a seguinte fórmula:

Goodwill = P – (A+L)

Então, para encontrar o valor precisa-se considerar P (valor pago pela empresa), A (valor justo do ativo) e L (valor justo do passivo).

Por exemplo, uma empresa tem o valor justo, que é a combinação entre valores do passivo e ativo, de R$200.000,00. Mas ela foi comprada por R$250.000,00. Então, o preço do Goodwill é de R$50.000,00.

Como se calcula o valor do Goodwill?

Normalmente, quando uma pessoa física ou uma pessoa jurídica compra uma empresa, ela acaba pagando um valor acima do valor de mercado dessa empresa.

Esse valor extra se chama Goodwill. No entanto, antes de vender a empresa, como é possível determinar qual seria o valor dessa quantia a mais?

Por ser um cálculo de um rendimento que ainda não chegou, o Goodwill é um cálculo de algo ainda não concreto, por isso devemos realizá-lo com cuidado e com base em possibilidades reais de lucro.

Sendo assim, calculamos o Goodwill pela diferença entre o valor da empresa e o valor de seu patrimônio líquido, determinado de acordo com a comparação de valores dentro do mercado ao qual a empresa pertence.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Normas_internacionais_de_contabilidade

Calculando o Goodwill

Como vimos anteriormente, devemos calcular o Goodwill pela diferença entre o valor de compra da empresa e o valor de seu patrimônio. Mas como representar esse patrimônio no cálculo?

O valor do patrimônio de uma corporação é a soma do valor justo de seus ativos mais o valor justo de seus passivos.

Ou seja, precisamos subtrair ambos esses valores do valor de compra da empresa para que consigamos chegar ao resultado do Goodwill.

Exemplo de cálculo de Goodwill

Por exemplo, suponhamos que uma empresa seja vendida por R$ 250.000,00 e que o valor de seus ativos seja de R$ 115.000,00 e o de seus passivos seja de R$ 85.000,00.

Nesse caso, primeiro somamos os valores dos ativos e dos passivos para obtermos o resultado do patrimônio. Sendo assim, R$ 115.000,00 + R$ 85.000,00 = R$ 200.000,00. Ou seja, o valor do patrimônio dessa empresa é de R$ 200.000,00.

Se a empresa foi vendida por R$ 250.000,00, subtraímos desse valor a quantia referente ao patrimônio. Portanto, R$ 250.000,00 – R$ 200.000,00 = R$ 50.000,00.

Ou seja, o comprador pagou por essa corporação R$ 50.000,00 a mais que seu valor de mercado. Portanto, temos que esse valor extra, o Goodwill, é igual é R$ 50.000,00.

Quando ocorre o Goodwill?

O que faria um comprador pagar um valor acima do valor de mercado para comprar uma empresa? Você talvez esteja achando que esse não seria um movimento inteligente.

Contudo, é muito comum que o Goodwill esteja presente nas relações de compra e venda de empresas.

O que leva um comprador a estar disposto a pagar o Goodwill é a expectativa de que esse valor entre para o caixa ao longo do tempo após a aquisição da empresa.

Mas como saber quando esperar que esse lucro virá? Existem alguns exemplos de Goodwill para as empresas.

Goodwill: Saiba o que é e como ele é determinado pela contabilidade

Exemplos de Goodwill

Existem alguns bens intangíveis que podemos considerar como Goodwill, isso porque agregam valor à marca ou oferecem uma perspectiva de lucro futuro, por exemplo:

  • Marca Registrada
  • Conhecimento Organizacional
  • Capital Intelectual
  • Credibilidade de Mercado
  • Carteira de Clientes

Nos próximos tópicos, vamos falar com mais detalhes sobre como e quando cada um dos itens citados acima podem funcionar como Goodwill para uma corporação.

A marca registrada como Goodwill

Podemos considerar a marca registrada de uma empresa como Goodwill, uma vez que ela pode agregar valor à empresa.

Isso acontece porque muitas pessoas já podem ter ouvido falar sobre a marca e, por isso, já possuem uma tendência a escolherem essa marca para consumirem.

Além disso, existem clientes fiéis que se recusam a comprar de outras marcas, pois já possuem uma marca registrada como preferência.

Tudo isso aumenta a possibilidade de geração de receita para uma empresa. Ter uma marca registrada, regulamentada e reconhecida é um fator muito importante para garantir lucros futuros.

O conhecimento organizacional como Goodwill

O conhecimento organizacional diz respeito a saberes que só quem já trabalha naquela empresa há um tempo considerável sabe.

Os colaboradores que atuam em uma mesma empresa há alguns anos já conhecem como ela funciona, qual a melhor forma de agir em determinadas situações, além de particularidades que os clientes daquela empresa possuem.

Isso acontece porque os funcionários já estão acostumados com o modus operandi da corporação. Esse conhecimento organizacional é um poderoso Goodwill, pois garante maiores lucros e menos gastos desnecessários.

Além disso, o conhecimento organizacional atua como um fator de aumento da eficiência dos trabalhadores de uma determinada empresa.

Exemplos de conhecimento organizacional

Como exemplo de conhecimento organizacional, podemos falar sobre funcionários de todos os setores.

Uma recepcionista que atua há anos em uma mesma corporação já sabe como determinados clientes gostam de receber seu tratamento.

Essa recepcionista também sabe de como um supervisor prefere que ela organize seus documentos para ganhar tempo, entre outros “macetes”.

Da mesma forma, um técnico que já trabalha há anos em uma fábrica de colchões já conhece quais os defeitos que uma determinada máquina costuma apresentar, e já sabe a melhor e mais rápida forma de resolvê-los.

Capital intelectual como Goodwill

O capital intelectual em uma empresa se parece com o conhecimento organizacional.

A diferença é que o capital intelectual não diz respeito às particularidades da empresa, mas sim a capacidades, habilidades e conhecimentos técnicos que seus funcionários possuem e adquirem ao longo do tempo.

Por exemplo, é comum que muitas empresas ofereçam treinamentos, workshops e palestras aos seus funcionários, com o objetivo de aperfeiçoá-los em seu trabalho.

Muitos colaboradores buscam também mais conhecimento em suas funções por meio de cursos e pesquisas individuais.

Esse conhecimento gera uma perspectiva de lucro futuro, pois aumenta a eficiência e a eficácia dos funcionários em seus trabalhos.

Assim, consequentemente, aumenta a credibilidade da empresa e a taxa de clientes satisfeitos com o produto ou com o serviço oferecido.

A credibilidade de mercado como Goodwill

Esse conceito se refere à confiança e à segurança que a comunidade e os clientes possuem em relação à empresa.

A credibilidade de mercado é um forte Goodwill, pois não se conquista da noite para o dia, e não é comum que empresas novas possuam grandes níveis de credibilidade.

Pelo contrário, essa é uma característica conquistada ao longo dos anos e é muito valorizada pelos clientes, gerando, assim, uma grande perspectiva de lucros futuros.

Sendo assim, frequentemente, empresas com grande credibilidade de mercado não precisam se preocupar tanto, por exemplo, com a prospecção de clientes. A saber, empresas vistas como confiáveis pela população atraem novos clientes naturalmente.

A carteira de clientes como Goodwill

A carteira de clientes é a relação dos clientes já fidelizados pela empresa. Pode incluir informações como nome, idade, endereço, interesses, frequência de compra ou contratação de serviços etc.

Essa carteira é muito valiosa para qualquer corporação, pois, assim como a credibilidade de mercado, leva-se anos para construir uma boa carteira de clientes.

Há muito trabalho envolvido na prospecção, classificação, registro e fidelização de um cliente. Além disso, uma empresa com uma grande carteira de clientes possui grandes perspectivas de lucros futuros.

Qual a importância do Goodwill?

Essa conta permite que o comprador e o vendedor de uma empresa saibam quanto custará o valor intangível do negócio. Pode-se mensurar o Goodwill em cima de vários fatores, por exemplo: marca registrada, conhecimento organizacional, capital intelectual, credibilidade de mercado e carteira de clientes.

Qual a diferença entre ativo intangível e Goodwill?

O Goodwill é um ativo intangível, e o seu conceito referendado pela literatura contábil, é o montante de lucros futuros esperados acima da rentabilidade normal de uma empresa, mensurado pela diferença entre o valor da empresa e o seu patrimônio líquido avaliado a valores de mercado.

Qual a diferença entre Goodwill e Ágio?

Muitas vezes o ágio é um conceito tratado como sinônimo de Goodwill. No entanto, não cometa esse erro! Apesar de semelhantes, são conceitos diferentes, que podem ser utilizados em contextos distintos.

Basicamente, o ágio é também um valor extra, mas não é o valor a mais cobrado na venda de uma empresa, mas sim na transação de uma mercadoria ou de uma operação financeira.

Esse valor extra pode ser cobrado por vários motivos e representa uma maior taxa de lucro para a empresa.

Exemplo de ágio

Em estádios de futebol, por exemplo, não é permitido que os torcedores adentrem o lugar durante partidas portando garrafas de água.

No entanto, principalmente no Brasil, é comum que os jogos sejam realizados durante o dia, em horários frequentemente muito quentes.

Sendo assim, muitos torcedores certamente ficarão com sede, mas muitos não acham higiênico usar o bebedouro.

Dessa forma, a única alternativa é comprar água dentro do estádio, apenas de vendedores devidamente regulamentados, ou até mesmo da própria lanchonete do estádio, se houver.

Nesses casos, é comum que vendedores comercializem a garrafa de água por um valor acima do normal na cidade.

Isso ocorre pois essa é a única alternativa do torcedor que está com sede, mas quer acompanhar a partida até o final, e não há a possibilidade de sair do estádio para depois voltar, nem de trazer de fora a sua própria água.

O que é deságio?

O deságio ocorre quando há a negociação de uma mercadoria ou transação financeira por um valor inferior ao seu valor de mercado.

É comum no mundo das ações em bolsas de valores o uso desse termo, pois o momento em que uma ação sofre o deságio pode ser o ideal para adquiri-la.

Goodwill no brasil

Tem Goodwill no Brasil?

O Goodwill existe sim no Brasil, e sua regulamentação é baseada pelo CPC 15 e pelo CPC 4, do ano de 2009.

O CPC 15 e o CPC 4 são pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que estabelece normas e regulamentos internacionais para a contabilidade de empresas.

De acordo com o CPC 15, a regulamentação do Goodwill no Brasil acontece de acordo com o cálculo que citamos nos tópicos acima, e deve ser detalhado nas notas contábeis e no acordo de compra e venda de uma corporação.

Além disso, o CPC 4, sobre ativos intangíveis, não permite que uma empresa contabilize seu Goodwill de antes da sua venda.

Sendo assim, no Brasil, o Goodwill é um conceito específico de empresas que estão sendo vendidas.

O que é Goodwill e mais-valia?

Durante a aquisição de uma empresa com a existência do Goodwill, pode ocorrer a mais-valia ou a menos-valia.

A mais valia acontece quando o valor Justo da Participação (VJP) no Patrimônio Líquido (PL) da empresa adquirida é superior ao Valor da Participação (VP) no PL da empresa adquirida.

Isso acontece quando a empresa em negociação possui algum ativo que, na verdade, vale mais do que o valor que a contabilidade registrou.

O que é Goodwill e menos-valia?

Já no caso da menos-valia, ela ocorre quando o valor Justo da Participação (VJP) no Patrimônio Líquido (PL) da empresa negociada é menor que o Valor da participação (VP) no PL da empresa negociada.

Ao contrário da mais valia, a menos-valia surge quando a corporação possui algum ativo que, na verdade, tem um valor inferior ao registrado na contabilidade.

Tanto a mais valia quanto à menos-valia podem interferir no cálculo correto do Goodwill.

O que é um ativo intangível?

Os ativos intangíveis são recursos e bens que uma empresa possui, com a possibilidade de gerar receita para ela, mas que não são físicos.

Como exemplos de ativos intangíveis, podemos citar softwares, dividendos, investimentos financeiros, direitos autorais, carteiras de clientes, saldo bancário, entre outros.

No entanto, não é qualquer bem que não existe fisicamente que é considerado um ativo intangível.

A saber, de acordo com a definição do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) “Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física”.

Ou seja, para receber a classificação de ativo, é necessário que haja a possibilidade de fazer o caixa girar, ou seja, de gerar ganhos para a empresa

Como calcular o valor de um ativo intangível?

Para calcular o valor de um ativo intangível, devemos levar em consideração, em primeiro lugar, o valor pelo qual a empresa o adquiriu.

Além disso, deve-se considerar também o valor da mão de obra investida na aquisição, manutenção e possível aperfeiçoamento desse ativo.

Também devemos considerar, caso haja, o valor pago a trabalhadores terceirizados para construírem determinado ativo.

E, por fim, precisamos de nos lembrar de incluir os valores relativos ao pró-labore dos sócios da empresa referentes ao pagamento do processo de compra ou construção do ativo em questão.

Como contabilizar uma aquisição de empresa?

Para contabilizar a aquisição de uma empresa, é muito importante seguir as normas Internacionais de Contabilidade — International Financial Reporting Standards (IFRS).

Uma das exigências da IFRS é que haja, obrigatoriamente, uma compradora e uma vendedora, mesmo que o objetivo seja criar uma nova corporação a partir dessas duas.

Além disso, é fundamental também realizar o cálculo correto do patrimônio líquido da empresa. Como já vimos, o cálculo incorreto pode gerar alguns problemas, incluindo a mais-valia e a menos-valia.

Para calcular o patrimônio líquido, basta subtrair o total do valor dos passivos da empresa da somatória do valor dos ativos desta empresa.

Devo ou não devo comprar uma determinada empresa?

Muitos potenciais compradores, antes de fecharem negócio, podem se perguntar “será que eu devo mesmo adquirir essa empresa?”.

Sendo assim, separamos algumas reflexões que você deve fazer para chegar à resposta final dessa pergunta.

  • Qual o objetivo dessa compra?

O objetivo dessa compra é de realmente fazer um bom investimento que gerará lucro, ou o objetivo principal é simplesmente satisfazer algum impulso emocional?

  • Qual o valor mínimo e o valor máximo que poderei gastar nessa compra?

Você precisa avaliar se terá realmente condições de arcar com o valor caso adquira essa empresa. Normalmente, não vale a pena se endividar para correr o risco de um investimento.

  • Quanto essa empresa realmente vale?

Será que o valor que está sendo pedido realmente corresponde ao valor de mercado acrescido do valor justo do Goodwill? Você precisa fazer os cálculos e analisar minuciosamente!

  • Qual será o retorno que terei caso eu realize essa compra?

Para concluir se vale ou não a pena fechar esse negócio, você precisa saber qual será o ROI. Você já sabe o que é isso? Vamos falar no tópico a seguir.

O que é o ROI?

No mundo dos negócios, ROI é uma sigla em inglês que significa “Return of Investiment”. Ao traduzirmos para a língua portuguesa, o significado é “Retorno de Investimento”.

O ROI ajuda o investidor a mensurar quanto ele ganhará ou perderá a partir da realização de um investimento financeiro.

É fundamental atender se você vai lucrar ou não – e o quanto vai lucrar ou quanto terá de prejuízo – caso compre determinada empresa.

Tudo bem, agora você já entendeu o que é ROI e a sua importância na vida de um investidor. No entanto, o que fazer para calcular o ROI?

Calculando o ROI (Return of Investiment)

O cálculo do ROI envolve a diferença entre valor obtido e valor investido, dividindo-se o resultado pelo valor investido.

Depois disso, podemos multiplicar o resultado por 100 para obtermos o ROI em porcentagem.

Por exemplo, se você compra uma empresa por R$ 400.000,00 e ganha, com esse investimento, R$ 1.200.00,00, o cálculo do ROI é realizado da seguinte forma:

R$ 1.200.00,00 – R$ 400.00,00 = R$ 800.000,00

R$ 800.000,00 / R$ 400.000,00 = 2

2 x 100 = 200%

Ou seja, nesse caso, o valor do ROI é 200%, o que quer dizer que você ganhou 2 vezes o valor que investiu.

No entanto, fique atento! Lembre-se de contabilizar o Goodwill na hora de realizar esse cálculo, bem como de levar em consideração o tempo que você gasta em uma determinada negociação.

Muitas vezes, não vale a pena o desgaste mental e o tempo investido para realizar um negócio com uma margem de lucro pequena, mesmo que haja essa taxa de lucro.

O que é valor justo na contabilidade?

De acordo com a CPC 46, o valor justo é o valor de venda de um ativo quando essa venda for realizada de maneira espontânea, de acordo com o valor de mercado.
Isso acontece porque, em situações emergenciais, muitas empresas podem vender ativos por valores abaixo dos valores de mercado. A saber, quando uma empresa está em processo de falência.

Conclusão

Assim, podemos perceber o quanto é importante entender o conceito de Goodwill na contabilidade e saber calculá-lo da maneira correta, principalmente se você pretende participar do processo de compra de uma corporação.

Para isso, a CPCON possui profissionais prontos para te ajudar, orientar e realizar os cálculos necessários.
Agora, conta para a gente! Você gostou das informações? Entendeu os conceitos de Goodwill na contabilidade, ágio, deságio, ativo intangível e ROI? Como esse aprendizado vai te ajudar no seu próximo investimento?

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O impacto da falta de gestão de ativos no seu empreendimento
A gestão de ativos está diretamente ligada à governança corporativa e busca identificar, mensurar e controlar o ciclo de vida desses ativos nas organizações.
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